domingo, 25 de setembro de 2011

143.


Foto de M

Sentou-se entre os ramos da macieira, o olhar consternado fixo na sua companheira de criação.
Imensa é por vezes a ilusão do voo no assobio do vento, ouviu alguém murmurar a seu lado, as pontas dos dedos tocando-lhe ao de leve o corpo magoado. Não estejas triste, vem, acolher-te ei na concha da minha mão.
M

5 comentários:

Justine disse...

Que encanto de texto, Manuela!
(e ontem, ao colher as últimas maçãs de duas das macieiras do jardim, encontrei 2 "irmãs" no mesmo preparo que as tuas. Apeteceu-me ir buscar a máquina...mas não fui! Que interessante vires tu hoje trazeres-me a foto que eu ontem não fiz!)
Beijo

Mónica disse...

adorei

R. disse...

Resgatada pela mão que assim (tão belissimamente) a perpetuou.

heretico disse...

mitica. a maçã...

palavras belas. as tuas.

que merecem serem inscritas no corpo da macieira...

beijo

Anónimo disse...

Como um ninho um colo de avo concha de futuro. Blá a todos! bettips