Quando o azul do céu pousa na terra e se reflecte nas nossas vidas. Assim o encontrei na bela Évora.
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(*) Desafio proposto pela Mónica no PPP
A minha outra sala de estar
Quando o azul do céu pousa na terra e se reflecte nas nossas vidas. Assim o encontrei na bela Évora.
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(*) Desafio proposto pela Mónica no PPP
Fotos de M
No dia em que há alguns anos fui passear ao Jardim Botânico da Faculdade de Ciências de Lisboa, visitei também uma exposição temporária dentro do antigo edifício. Adorei ver estes álbuns lindos e saber da existência do Grupo do Risco (**). Os museus são intermediários em cadeia: recebem obras de empréstimo e cedem-nas temporariamente ao olhar e à curiosidade de quem os visita.
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(*) Desafio proposto pela Mónica no PPP
(**) https://www.grupodorisco.pt/incio
Gruas entre a terra e os céus, como holofotes apontados para o espaço aberto dos sonhos de quem projecta e constrói edifícios novos e de quem vier a habitá-los.
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(*) Desafio proposto pela Mónica no PPP
Fotos de M
Uma rua estreita em Évora com casas encaixadas nas arcadas do aqueduto, estando umas mais bem conservadas do que outras. Exemplificarão a palavra velho no sentido de antigo em bom estado e «velho e relho», expressão popular portuguesa que julgo adequada ao que vemos nas fotografias. Uma velhice mais apetecível do que a outra, portanto. Pelo menos para quem a olha de fora.
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(*) Desafio proposto pela Mónica no PPP
Foto de M (*)
Penso que na velhice, apesar das debilidades do corpo a requerer manutenção mais frequente, a maturidade que foi crescendo connosco pode atingir o seu máximo se tivermos abertura para questionar certezas antigas, reflectir sobre o mundo que vai mudando vertiginosamente e aprender tudo o que de interessante nele for surgindo. A dificuldade é que, ao mesmo tempo, não encontramos o nosso lugar completamente ajustado à dinâmica da época de que ainda fazemos parte. A nossa inclusão na sociedade nem sempre é satisfatória. As vivências e ambientes familiares que transportamos desde que nascemos, as idades, linguagens e desfasamentos das etapas em que cada pessoa se encontra são tão diversas e amiúde tão centradas em si mesmas que se fica numa espécie de orfandade. Orfandade essa, aliás, passível de ser sentida em qualquer fase da vida, mas como o tema de hoje é sobre a velhice e já lá estou… Julgo que a falta de curiosidade e desinteresse pelas experiências e pelo pensamento das pessoas, quer pertençam à mesma geração quer intergeracional, serão duas das diversas razões para os desajustes. Na Natureza acontece tudo de maneira mais simples porque existe uma alternância natural.
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(*) Parte da obra de Olafur Eliasson nos jardins do Museu de Arte Contemporânea de Serralves