Aprecio medalhas em bronze. Entre elas, esta de Cesário Verde, comemorativa do centenário da sua morte, da autoria de Irene Vilar (1931-2008, pintora, escultora e medalhista). No anverso da medalha, um bonito retrato do poeta. No verso, a referência ao gosto pela temática cidade/campo representativa, penso eu, da sensibilidade e técnicas impressionistas usadas na sua escrita. A abraçar a paisagem, a transcrição Se eu não morresse, nunca! E eternamente /Buscasse e conseguisse a perfeição das cousas! Pertence ao poema Horas Mortas que faz parte de O Sentimento dum Ocidental de O Livro de Cesário Verde, edição póstuma da colectânea dos poemas do poeta organizada pelo seu grande amigo Silva Pinto, em 1887. Uma edição de 200 exemplares que não foi posta à venda, apenas distribuída a parentes e amigos do poeta considerados merecedores da oferta.
Recomendo-vos que abram os links abaixo, oiçam os entendidos, comovam-se com a voz magnífica de Mário Viegas a dizer alguns poemas de Cesário Verde e espreitem a vida e obra de Irene Vilar.
M
https://nossaradio.blogspot.com/2016/04/cesario-verde-por-mario-viegas.html
https://ensina.rtp.pt/artigo/o-livro-de-cesario-verde/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Irene_Vilar
Fotos de M
































