terça-feira, 19 de maio de 2026

Inesquecível


Foto 1 de M

Foto 2 retirada da NET   

Inesquecível a cena final interpretada pelo bailarino Jorge Donn no filme Les Uns et les Autres de Claude Lelouch realizado em 1981. Lindos de morrer são a música de Maurice Ravel e o movimento cadenciado do corpo do bailarino a dançar o Boléro num crescendo que nos envolve e se deseja interminável. Segundo li, esta obra nasceu do pedido feito ao compositor pela actriz e bailarina russa Ida Lvovna Rubinstein para ele compor a música para um novo bailado. No dia da estreia em Paris na Ópera Garnier, em 22 de Novembro de 1928, Ida Rubinstein fazia parte do grupo de bailarinos. De boa vontade teria eu assistido a essa apresentação sentada na plateia, ataviada com um bolero elegante escolhido para a ocasião. Limito-me a vestir roupa mais prática e, no silêncio da minha sala, oiço, sempre que me apetece, o CD comprado em 1987, ou revejo o filme no ecrã da televisão. E ainda, quem sabe, poderei eventualmente ter a possibilidade de voltar a encantar-me com ele nalgum cinema que apresente obras antigas de relevo.

M

Bolero de Ravel - Metropolitana

terça-feira, 12 de maio de 2026

O sabor da salsa

 
Foto retirada da Net

Não fazia ideia de que em castelhano salsa significa “tempero”, por  isso achei graça à iniciativa de quem adoptou o nome Salsa à mescla de ritmos e sons musicais, transmite realmente a ideia de uma música com sabor. Foi pena nunca ter aprendido a dançá-la quando o meu corpo me permitia maior flexibilidade de movimentos. No meu tempo… dizia a minha Tia Chanel. Pois é, tudo terá o seu tempo próprio. Limito-me a usar salsa nos cozinhados, confiante de que fiquem mais saborosos e satisfaçam o paladar e o olfacto de quem se sentar à minha mesa. Graciosos e significativos são os raminhos de salsa fresca quando aconchegados com baraços, não acham?

M

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Irrequieto é o pensamento



Fotos de M 

Nunca dancei o Vira nem o vi dançado ao vivo, apenas em documentários. Mais conhecido como característico do Minho, é também chamado e coreografado de formas diferentes noutras províncias de Portugal. Ó vira, que vira, e torna a virar... Virou! Fiz o mesmo: virei-me para o meu ficheiro de fotografias à procura de Viana do Castelo no verão de 2015. Tinha chovido, a praça estava vazia, apenas as fitas penduradas davam cor festiva à manhã enevoada. Não sei se tinha havido ali algum espectáculo. Imaginei-o. Virou! E eu virei de novo: agora para Aveiro, a bela cidade que revisitei há poucas semanas. Nos estreitos canais deslizavam os moliceiros cheios de gente, passando debaixo das pontes metálicas onde fitas marcam presenças debruçadas sobre as águas. Virou! O cruzamento de barcos, os sons graves do apito tocado pelos barqueiros a sinalizar manobras de navegação em segurança mais as fitas levaram-me de novo à praça minhota e aos pares dançarinos dos ranchos folclóricos na coreografia do Vira. Irrequieto é o pensamento.

M

domingo, 12 de abril de 2026

A breve vida das flores

 8 de abril


10 de abril 

 

 
12 de abril
 
 
 13 de abril
 

14 de abril 
 

15 de abril
 

20 de abril 
  
Fotos de M 
 

quarta-feira, 25 de março de 2026

Palavras - Azul (*)

Foto de M

Quando o azul do céu pousa na terra e se reflecte nas nossas vidas. Assim o encontrei na bela Évora.

M

(*) Desafio proposto pela Mónica no PPP