quinta-feira, 4 de julho de 2024

À volta das notas musicais - Sol

 

Fotos de M

Sol e sombra na escultura da flautista. Não me enganei, é uma figura feminina, de acordo com as informações que encontrei sobre o escultor que a pensou e executou: António Santos Lopes. Um artista abrantino com obra feita e que a esculpiu em homenagem à Banda União Artística de Castelo de Vide. Recomendo a leitura do link abaixo, aí se nomeia a diversidade de actividades desta instituição com impacto na vida cultural da região. Notável. Comovente. Gostei desta escultura uma vez que visitei a vila e fotografei-a. Gosto do som límpido das flautas. Espalha-se no ar e leva-me com ele até ao fim do mundo. Não sou capaz de distinguir a nota sol ou qualquer outra, mas isso não me importa. Bastam-me os sons que os músicos conseguem tirar deste instrumento com o seu sopro, mais aquela posição quase etérea dos braços e a dança de movimentos elegantes dos dedos. Lembro o primeiro flautista que me encantou quando o ouvi em 1978: o irlandês James Galway, estava eu em Inglaterra. Não o conhecia. Exultei. Recordo também o Flautista de Hamelin. Até ratos seduziu com a sua música, prova de que a música é universal. Todo ele envolto em notas musicais, deixando um rasto de sons pelo caminho: dó ré mi fá sol lá si, assim o mostram as imagens divertidas do livro. Até eu, que acho estes animais repelentes, penso que me esqueceria da presença deles e o seguiria entusiasmada, mesmo que tropeçasse nos ditos bichos provocando-lhes certamente guinchos indesejáveis.

M 

O Flautista de Hamelin, Lenda Germânica, Adaptação de Jaume Cela, Ilustrações de Cristina Losantos, Editorial Notícias, Contos Tradicionais

https://www.youtube.com/watch?v=hBQf1CV1Zfs

https://www.google.pt/url?sa=t&source=web&rct=j&opi=89978449&url=https://www.musica-portuguesa.com/musico/banda-uniao-artistica-de-castelo-de-vide-distrito-portalegre-alentejo/&ved=2ahUKEwiBpMf40faGAxVTRvEDHdIiC6Q4ChAWegQIBRAB&usg=AOvVaw21VLN-RhaChmGrghE0I0Xt

À volta das notas musicais - Ré

Fotos de M

Ora tendo sido nós convocados esta semana para pegarmos na nota musical Ré e a usarmos como nos apetecer, aqui estou eu a marcar presença inspirada no livro Ismael e Chopin. Relê-lo agora foi um prazer imenso. Desde o texto às cores da capa e às ilustrações de Fernanda Fragateiro, tudo nele é muito bonito. E sendo Chopin uma das personagens principais da história, deliciei-me a ouvir uma vez mais a pianista Maria João Pires a tocar os 21 Noturnos do compositor. Embora todos eles lindíssimos, parece-me adequado mencionar especialmente o Noturno nº 8 em Ré bemol maior. Por causa do Ré que aqui nos chamou esta semana e pelos temas abordados na história, entre eles a importância da música no mundo. Um livro apreciado por adultos e crianças que dá gosto afagar com o olhar e a delicadeza nos dedos das mãos.

Ismael e Chopin, Miguel Sousa Tavares, Oficina do Livro, 2010

Chopin, The Nocturnes, Maria João Pires, Deutsche Grammophon, 1996

M