Foto de MÓleo s/tela pintado por Luís Artur
Flor de seda abrindo-se em jardim à beira da cidade predilecta. Porque podia ser Paris, lugar de esquinas e de encontro de passos.
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Ao abrir hoje esta janelinha do Tempo, lembrei-me que às vezes dou comigo a pensar


Foto de MNa casa deles o azul é gesto desenhado sobre tela branca despojada, é mancha de cor, é flor oferecida, é realidade e fantasia, é pensamento que se pensa no silêncio das palavras, é palavra dita e é reserva, é sentimento mostrado ou adivinhado, é… é… é…
É ser e estar ao modo de cada um dentro dos limites do tempo humano.
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Foto de MA curva de um silêncio que me fala da natureza das coisas e me faz companhia como um animal de estimação.
(Nem cão nem gato. O meu é pato de história de crianças, oferecido por mãos de meninos num tempo que foi meu e deles.)
Para mim, o silêncio é um corpo que se move no espaço, em diálogo íntimo com os pensamentos e as coisas. Quase que uma dança, qualquer que seja a sua amplitude, onde encontro gestos desenhando curvas e imagens. E onde encontro palavras ditas e ouvidas, minhas e de outros, nessa neblina que as envolve e lhes pertence. Não sendo estático nem linear, porque vivo, o meu silêncio descobre perspectivas e gradações diversas do mundo e entrelaça-as com as memórias que moram dentro de mim. Um caminho mental que percorro, particular e de certo modo solitário, ainda que, por outro lado, acompanhado. É como ter um animal de estimação…
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Maçã oferecida, pousada no limite desconhecido do tempo. Dentro dela o mundo, fragmentado, flutuando na transparência azul. Terra e água, corpos e almas em movimento de encontro e desencontro. Atracção e repulsa. Vida e morte. Indiferentes uma à outra na ilusão da permanência, cruzando-se na incógnita de si mesmas. E no entanto…
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Foto de M
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